Dedetização

Controle de pombos

Praga: Pombo Comum ou Pombo Doméstico

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É fácil distinguir a pomba dos demais pássaros pelas ceromas nasais – carnosidade localizada na base do bico e recoberta por pele macia. Muito resistente possui um ótimo sentido de direção, um pombo bem treinado pode voar 1.500 km ate atingir seu destino. 

 

Para constatar a sua presença, os sinais mais comuns são: penas, fezes, barulho em cima da residência ou edifício, ovos e ninhos.

 

No Brasil, segundo o Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos (CBRO, 2009) podemos encontrar 23 espécies desta categoria de aves. Dentre estas se destacam duas espécies de grande importância por sua numerosa população: o pombo comum ou pombo doméstico (Columba livia) e a pomba amargosinha ou avoante (Zenaida auriculata). As populações dessas duas espécies por vezes chegam a serem tão numerosas que são caracterizadas como pragas, sobretuto nas regiões urbanas.

 

Essas aves transmitem uma série de doenças graves, como por exemplo a criptococose e a toxoplasmose. São também responsáveis pela disseminação de piolhos. Causam ainda sérios prejuízos às cidades, pois suas fezes estragam monumentos de metal e de bronze, provocam o apodrecimento de madeiras, descoloram pedras e danificam superfícies pintadas.

 

 

A PRATEC realiza o manejo integrado de Pombos, implantando projetos com a instalação de barreiras físicas, barreira mecânicas, ações químicas, etc.

 

Como os pombos são animais protegidos pelo IBAMA não é permitido matá-los e somente realizar o manejo.

 

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Considerando-se que as fezes dos pombos são elementos de alta propagação de micro organismos patogênicos a limpeza dos locais infestados constitui medida prévia obrigatória em qualquer ação de controle.

 

É feito o umedecimento das fezes com produtos domisanitarios de ação desbactericida a fim de  neltralizar a contaminação, procedendo-se então a limpeza de descontaminação do local

 

 

 

desbactericida a fim de  neutralizar a contaminação, procedendo-se então a limpeza de descontaminação do local.

 

As fezes dos pombos frequentemente podem causar entupimento de bueiros, calhas e tubulações, além de contaminar produtos alimentícios e a água. Sem falar na sujeira! Que são até mesmo apelidados de “ratos de asas”.

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Essas aves se alimentam das mais diversas fontes, podem acabar se contaminando com patógenos (os agentes que causam doenças). Ao todo são conhecidas mais de 50 doenças que essas aves podem causar, dentre elas: criptococose, histoplasmose, ornitose, salmonelose, encefalite, dermatites, alergias respiratórias, doença de Newcastle, aspergilose e tuberculose aviária dentre outras.

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Baratas

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As baratas estão entre os bichos que mais causam repulsa no ser humano. A maioria sente asco só de imaginar uma barata. Isso acontece porque as espécies que convivem com as pessoas nas cidades transitam pelos esgotos e são vetores de doenças.

Existem cerca de 5 mil espécies de baratas, das quais 1 mil são brasileiras. Muita gente não sabe que as baratas urbanas correspondem a 1% do total de espécies desses insetos – o restante são espécies silvestres.

Barata luminosa

As baratas silvestres são importantes recicladoras de matéria orgânica. Não transmitem doenças, nem exalam mau cheiro, explica José Albertino Rafael, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa). Atualmente, Rafael coordena pesquisas sobre uma espécie de barata, a Lucihormetica fenestrada.

O objetivo é entender como essa barata emite luz fria, da mesma forma que os vaga-lumes. Nestes insetos, sabemos que as reações produtoras de luz ocorrem em células denominadas fotócitos.

Baratas do tempo dos dinossauros

Os fósseis mais antigos de baratas estão datados em cerca de 320 milhões de anos, do período Carbonífero. Esses registros são impressões em rochas pré-históricas – o padrão das nervuras presentes nas asas é característico de cada espécie.

Fósseis de baratas encontrados nas rochas calcárias da Formação de Santana, na região mineira de Santana de Cariri, datam de 112 milhões de anos, do período Cretáceo Inferior. Isso prova que esses insetos foram contemporâneos dos dinossauros.

Fórmula que deu certo

As baratas são sobreviventes de todas as alterações climáticas e ambientais sofridas pela Terra em centenas de milhões de anos. Como uma fórmula “que deu certo”, elas não mudaram muito de lá para cá. Apresentam apenas variação no número de nervuras em suas asas e de espinhos nas pernas.

A espécie comum no ambiente urbano é a Periplaneta americana, conhecida como barata grande ou de esgoto. As baratas urbanas vivem próximas dos seres humanos por três motivos: água, alimento e abrigo, esclarece o especialista em estudos com baratas urbanas, Neliton Silva, professor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

Baratas gostam de cerveja

Esses insetos são tão adaptados às cidades que se alimentam até mesmo de cola e papel – e apreciam bebidas alcoólicas, como a cerveja, segundo informações da Fundação Oswaldo Cruz.

De cor marrom-avermelhado, essas baratas voam e vivem em ambientes escuros, quentes e úmidos, como esgotos, ralos e lixo. A Periplaneta americana, bem como a Blatella germanica, originária da Europa, disseminam diversas doenças e parasitoses em suas fezes, como toxoplasmose, hanseníase, tifo, disenteria, pneumonia e meningite.

Os predadores das baratas urbanas são, além do ser humano, as aves, lagartixas e, por vezes os gatos. Comer o inseto é uma das formas de esses felinos serem infectados com o protozoário responsável pela toxoplasmose, o Toxoplasma gondii.

Quando as baratas perdem a cabeça

A resistência desses insetos é incrível: eles vivem até quatro anos, podem sobreviver uma semana sem água e um mês sem se alimentar. Também não se afogam com facilidade – seu fôlego dura 40 minutos. O cérebro da barata não fica só na cabeça, mas ao longo de seu corpo. Assim, se a barata tiver sua cabeça cortada, ela sobrevive por uma semana e, então, morre de sede.

“Olhos” nas costas

A barata está parada. Alguém se aproxima, por trás, para dar-lhe uma chinelada e ela sai correndo na direção oposta – dificilmente se acerta o alvo na primeira tentativa. Isso acontece porque esses insetos estão equipados com pequenas cerdas sensoriais nas costas, que captam o menor sinal de deslocamento de ar.

O sistema nervoso da barata traduz os impulsos elétricos que lhe dão a informação precisa da direção do ar. Desse modo, o inseto sabe exatamente para onde escapar de sua ameaça. Outros apetrechos sensoriais da barata são suas antenas: elas captam moléculas de cheiro e também informam a direção do vento.

Resistentes ao veneno

O uso de inseticidas pode matar uma barata. Mas, se ela estiver produzindo filhotes, estes serão resistentes ao veneno – ele não mata seus ovos. Para dar fim à barata e garantir que ela não deixe descendentes, o mais eficaz é mesmo uma chinelada.

O acúmulo de lixo e a sujeira significam uma infinidade de alimentos para as baratas. Por isso, uma das melhores maneiras de se evitar a convivência com esses insetos é a higiene. Esse cuidado e a desinsetização periódica são suficientes para o ambiente ficar livre de baratas, por algum tempo.

Traças

Traças

Sob o nome genérico de traças, estão três grupos de insetos reunidos em duas Ordens, as traças dos livros ou traças prateadas, Ordem Thysanura; e as traças das roupas e traças de produtos armazenados, ambas pertencentes à Ordem Lepidoptera (mariposas e borboletas).
As traças têm preferência por ambientes úmidos e apresentam hábitos diurnos e noturnos, sendo ativas à noite e escondendo-se durante o dia, evitando contato direto com a luz. Assim, ao acender-se a luz de um aposento, estas pragas procuram se esconder em frestas ou atrás de móveis e quadros. São muito ágeis e escondem-se rapidamente em frestas de móveis, armários, rodapés e caixas, sendo este último, o principal veículo de dispersão do inseto, levada junto a livros e utensílios domésticos em casos de mudança.
Em áreas urbanas, as traças podem infestar roupas, papéis, estofados, livros, frutas secas, grãos ou outros alimentos armazenados e muitos outros produtos manufaturados. Em culturas agrícolas, atacam hortaliças e frutos frescos, e outras, se alimentam da cera dos favos produzidos pelas abelhas, destruindo-os e causando perdas aos criadores de abelhas melíferas.
Traça de roupa

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Ordem: Lepidoptera
Família: Tineidae
Nome vulgar: Traça das roupas

Traça de livro

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Ordem: Thysanura
Família: Lepismatidae
Nome vulgar: Traça dos livros

Traça de grãos

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Ordem: Lepidoptera
Nome vulgar: Traça dos grãos

A prevenção de um modo geral, dependem do monitoramento constante, atentando-se ao início da infestação, o qual é sempre mais fácil de ser controlada.

Para as traças dos livros e das roupas, devemos evitar o acúmulo de papéis velhos, manter livros e revistas em locais adequados e limpos, evitar pontos de umidade (principalmente em gabinetes escuros de pias), evitar a entrada de objetos em caixas de papelão provenientes de locais infestados, manter limpos rodapés e frestas por meio de aspirador de pó, inspecionar periodicamente roupas, tapetes e outros objetos suscetíveis, manter estantes, armários e gabinetes arejados e limpos. Roupas atacadas poderão ser colocadas em sacos plásticos e dispostas em freezer por alguns dias, matando os ovos e traças (ou insetos) infestantes. Alimentos contaminados ou suspeitos do ataque de traças deverão ser descartados. O uso de naftalina auxilia na prevenção e no controle de traças. Em infestações muito severas, o uso de determinados produtos inseticidas domissanitários, aplicados por uma empresa dedetizadora especializada, certamente será a opção mais viável de controle destas pragas.

Meios de controlar traças em estantes de livros?
Para o controle de traças de livros, você poderá utilizar qualquer inseticida aerossol, encontrado nos supermercados. Paralelo à aplicação do inseticida, para prevenir o ataque destes insetos ou evitar que sua população aumente siga estes métodos:

1.Controlar ou eliminar pontos de umidade, tais como vazamentos de encanamentos.

2.Evitar acúmulo de jornais, livros e revistas velhas ou outras fontes de alimento.
3.Selar frestas e ranhuras na estrutura, onde estes insetos podem se abrigar.
4.Evitar a entrada de material proveniente de locais com histórico de infestação por traças (caixas de papelão, pilhas de livros, jornais, revistas, etc.). Limpar periodicamente livros e outros materiais estocados que podem servir de alimento.
Meios para controlar as traças de roupas?
Para o controle de traças de roupas, você poderá utilizar qualquer inseticida aerossol, encontrado nos supermercados. deverá ainda seguir os seguintes métodos de prevenção:

-Continuar mantendo a casa sempre limpa, é a forma mais adequada para prevenir e controlar as traças das roupas.
- Nunca deixe roupas e tapetes empilhados em locais escuros por longo tempo.
- Retire-os periodicamente para banho de sol ou lavagem.
- Nunca guarde roupas usadas dentro do guarda-roupas. Lave-as sempre antes de guardar e passe-as com ferro quente, pois os ovos serão mortos.
- Passe sempre o aspirador de pó, utilizando o bico adequado para frestas, nos locais de difícil acesso para a vassoura ou espanador.

Depois de tomar estas providências, caso a infestação ainda persista, será preciso a contratação de uma empresa dedetizadora controladora de pragas.

 

BIOLOGIA DAS PULGAS

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Biologia e Comportamento

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As pulgas são parasitas externos que se alimentam do sangue de mamíferos e aves. Estes animais podem transmitir doenças graves como o tifo e a peste bubônica. Elas afetam normalmente animais de estimação, como o gato, o cachorro, entre outros. Elas dependem do hospedeiro para se alimentarem e se protegerem, permanecendo toda a sua vida nestes e em outros animais contactantes. Além de provocarem incômodo pelas picadas, transmitem vermes, parasitas sangüíneos e podem induzir a processos alérgicos, diminuindo a qualidade de vida dos animais. Uma pulga é capaz de pular a um metro de distância, o equivalente, em proporção de tamanho, a um humano saltar o comprimento de um campo de futebol.

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As pulgas são insetos de metamorfose completa. Ou seja, durante seu ciclo de vida apresentam as quatro formas clássicas:
ovo – larva – pupa e adulto.

Ovo: 50% do problema são os ovos que são depositados pelas pulgas adultas no cachorro. Eles logo caem no ambiente e eclodem dentro de 1 a 6 dias, formando as larvas.

Larva: 35% do problema são as larvas que possuem fototropismo negativo e geotropismo positivo, buscando assim lugares profundos e escuros para se protegerem da luz e ressecarão. As larvas se transformam em pupas dentro de 7 a 15 dias.

Pupa: 10% do problema são as pupas que se assemelham ao casulo do bicho-da-seda. Como as pupas são pegajosas, partículas do ambiente grudam nelas, o que as torna praticamente impermeáveis e as protegem dos produtos de limpeza e de dedetizações.
Além disso, elas podem permanecer no ambiente por até 6 meses, antes de se transformarem em pulgas jovens novamente, o que dificulta bastante seu controle ambiental.

Pulga Adulta: Somente 5% do problema são as pulgas adultas que estão no cachorro e que são visíveis. Elas conseguem pôr de 20 a 50 ovos por dia.

 

 

Aranhas

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Existem aproximadamente 35.000 espécies de aranhas no mundo, ocorrendo em todos os lugares do Planeta (exceto nas regiões frias) e em todos os tipos de ambientes, fazendo com que a convivência com elas seja inevitável. Porém, poucas são as espécies capazes de provocar acidentes graves, que possam levar um ser humano à morte. Isto porque, apesar de todas produzirem veneno, indispensável para sua atividade de caça (são carnívoras) e digestão do alimento; e, também, de sua capacidade de injetar o veneno com facilidade (portanto, todas são peçonhentas), somente em alguns casos este veneno é extremamente tóxico.

 

As aranhas possuem o corpo dividido em cefalotórax e abdome. No cefalotórax encontra-se,na região frontal, um par de palpos (estrutura semelhante às patas e menores que estas, com funções sensorial e de manipulação de alimento); um par de quelíceras situadas entre os palpos, as quais carregam os ferrões e ainda oito patas, situadas quatro de cada lado d o cefalotórax) (Fig. 1). Aqui no Brasil separamos quatro tipos de aranhas, classificadas como de interesse médico, sendo que destas, somente duas fazem com que a soroterapia (tratamento realizado com soro anti-aracnídico) seja necessária.

 

 

Aranhas de Teia: As aranhas que conhecemos dos beirais de casas, varandas e matas, que fazem teias simétricas ou muito elaboradas, são aranhas sedentárias, ou seja, permanecem num só lugar para caçar. Seu veneno é tão pouco potente, que elas armam suas teias como armadilhas pegajosas para caçar. Algumas fazem e refazem suas teias todos os dias; outras, armam a teia e a utilizam várias vezes, remendando-a, até que tenham de construir outra nova. Todas as aranhas produzem fios de seda por meio deu uma estrutura de seu abdome, composta de glândulas sericígenas e as fiandeiras (muitas vezes confundidas com ferrões). Aquelas que fazem teias vistosas, absolutamente não têm interesse médico, pois seu veneno, como já foi dito, é muito pouco ativo para humanos.

 

As aranhas errantes (aquelas que vão em busca da presa) não fazem teia regular. Limitam-se a produzir fios de seda para forrar o ambiente onde vivem. Nem todas as aranhas que são errantes e não fazem teia regular são de interesse médico; porém, todas as de interesse médico são errantes.

 

 

Aranhas Caranguejeiras: São várias as espécies de aranhas que chamamos de caranguejeiras; porém, apesar de seu grande porte (podem chegar até 30 cm de envergadura), não oferecem perigo quanto ao seu veneno, que é pouco potente. Está relacionada às aranhas de interesse médico porque os pelos que recobrem seu corpo em grande quantidade podem provocar alergias na pessoa que, eventualmente, entre em contato com ela. Esses pelos são liberados pelo animal quando, numa atitude defensiva, raspa as patas traseiras no dorso do abdome, soltando-os e formando uma espécie de “nuvem”. Pequenos animais, como cachorros e gatos podem morrer por inalarem tais pelos, que provocarão edema do trato respiratório, matando-os por asfixia (Fig. 2).

 

 

São encontradas em todos os tipos de ambientes: matas, praias, desertos etc. Não são agressivas, procurando fugir no primeiro momento de contato, assumindo uma postura defensiva, se continuar a ser molestada.

 

 

Aranhas de Jardim (Lycosa sp.): Também conhecida como Aranha Lobo ou Tarântula. É ma aranha pequena; chega a aproximadamente 5 cm de envergadura; de hábitos diurnos e que vive muito próximo a residências, como seu primeiro nome sugere, fazendo com que seu contato com o ser humano seja facilitado e a quantidade de acidentes seja maior do que para as outras espécies. Sua coloração é castanho acinzentada e possui uma mancha negra no dorso do abdome, no formato de seta. Costuma carregar, presa ao abdome, na época de reprodução, um saco de ovos (ooteca) (Fig. 3).

 

 

Não possui veneno potente, que provoque acidentes graves, podendo a pessoa apresentarmal estar geral, febre e vermelhidão no local da picada. Não existe soro específico para ela.

 

 

Aranha Armadeira (Phoneutria sp.): Dentre todas é considerada a mais agressiva, recebendo este nome, justamente, por enfrentar seu “inimigo”, armando um bote, levantando-se nos dois pares traseiros de patas e erguendo os dois pares dianteiros, expondo seus ferrões e saltando sobre sua vítima. Pode chegar a 17 cm de envergadura, conseguindo saltar distâncias de até 40 cm. Não faz teia. Possui coloração que varia do acinzentado ao castanho e apresenta desenhos em pares de folíolos mais claros (parece com um ramo com pequenas folhas) ao longo do dorso do abdome. É feroz, disferindo várias picadas seguidas e injetando veneno em cada uma. Seu veneno é neurotóxico (porém, diferente do veneno dos escorpiões, que também é neurotóxico), provocando dor imediata no local da picada, a qual aumenta de intensidade com o passar dos tempo e se irradia através do membro afetado (Fig. 4).

 

A analgesia (injeção de anestésico) se faz sempre necessária, porém a aplicação de soro depende das reações do organismo afetado, podendo ser administrada ou não. O acidente Começa a ser considerado como preocupante, quando a pessoa apresenta, além da dor, sudorese (suores), vômitos, sialorréia (baba) e priapismo (ereção peniana – especialmente em crianças de tenra idade). Torna-se grave, quando estes sintomas são acrescidos de convulsões, coma, insuficiência cardíaca, bradicardia, choque, edema pulmonar agudo e parada cárdio-respiratória. Nos casos de média e alta gravidade é que se faz necessária e obrigatória a soroterapia (soro anti-aracnídico).

 

Muitos acidentes ocorrem ao se calçar os sapatos, pois as armadeiras e outras aranhas se abrigam neles. Acidentes sérios têm acontecido, quando a pessoa vai aplicar a “célebre sapatada” numa armadeira que sobe pelas paredes. Ela salta até 40 cm. Lembre-se disto!!! Acidentes assim, terminam com picadas no rosto, na mão ou no peito. A difundida “vassourada”, também, tem sido causa de acidentes nas mãos, devido ao longo salto que ela pode dar.

 

 

Aranha Marron (Loxosceles sp.): Dentre todas é a que provoca o pior envenenamento, apesar de seu pequeno porte (não passa de 2,5 cm de envergadura) e de seu temperamento extremamente tímido. Tem coloração castanha e poucos pelos recobrindo o corpo. Possui seis olhos perolados, agrupados de dois em dois na região da cabeça. É extremamente comum dentro de residências; de hábitos noturnos, escondendo-se durante o dia, atrás de quadros, móveis e no meio de roupas usadas, principalmente nos lugares mais suados e com odor mais forte, como axilas e virilha. Não faz teia, mas forra seu abrigo com um tapete pegajoso de seda (Fig. 5).

 

 

O acidente sempre ocorre da mesma maneira, quando a pessoa veste a roupa, com o animal dentro, comprimindo-o contra o corpo. Seu veneno é extremamente potente, sendo anestésico, hemolítico (destrói as células sangüíneas) e proteolítico (destrói os tecidos, causando necrose). O fato do veneno ser anestésico faz com que a pessoa não sinta a picada, procurando o médico somente após alguns dias, quando os sintomas já estão bastante adiantados. É a única aranha que, causando acidente, vai requerer, obrigatoriamente um tratamento soroterápico, independente da condição de saúde da pessoa ou de sua idade. O soro utilizado é preferencialmente o anti-loxocélico; ou, então, o anti-aracnídico na falta daquele.

 

 

Sintomas: Inicialmente aparece um eritema com edema duro no local da picada (vermelhidão com uma placa dura de 1 a 2 cm de diâmetro. A região da picada fica avermelhada, com aspecto marmóreo. Acompanham estes primeiros sinais: febre e exantema. Dias depois abre-se, no local da picada, uma fenda de difícil cicatrização e que pode evoluir para necrose da área. Podem aparecer, ainda: anemia aguda (diminuição de glóbulos vermelhos), icterícia (corpo com pele amarelada) e hemoglobinúria (urina escura, podendo chegar à cor de café expresso concentrado, por destruição de células sangüíneas = hemólise). Pode, por este motivo, evoluir para insuficiência renal aguda, principal causa de morte provocada por este tipo de acidente. Lembrete Especial: Neste tipo de acidente a soroterapia é sempre indicada. A soroterapia neutraliza o veneno ainda circulante no organismo; porém, o local lesado (ferida) pode evoluir (piorar), pois o soro não age no local da picada. Em muitos casos há necessidade de se recorrer à cirurgia plástica para reconstruir o local lesado.

 

 

Viúva Negra (Latrodectus sp.): As Viúvas Negras fazem teia irregular. São aracnídeos que podem viver aglomeradas em grupos, porém não são aranhas sociais. Havendo falta de alimentos, pode ocorrer canibalismo (alimentam-se de membros da mesma espécie). Seu nome é originado do fato de o macho ser muitas vezes menor do que a fêmea e, na época de acasalamento, ele ter de ser muito veloz na cópula, pois se a fêmea o percebe por baixo de seu corpo, ele é invariavelmente ingerido como alimento. No Brasil estas aranhas não são totalmente negras, mas vermelhas e negras; o que lhes deu o gracioso apelido futebolístico de “flamenguinhas” (Fig. 6).

 

 

Geralmente, seu veneno é extremamente potente e mortal. Porém, a espécie brasileira não oferece perigo aos seres humanos; tanto que não se produz soro, no Brasil, para este tipo de acidente. O último acidente grave com esta aranha ocorreu há muitas décadas. Havendo necessidade, pode-se importar o soro anti-latrodectus fabricado na Argentina e na Venezuela.

Escorpião

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Dentre as várias espécies de escorpiões existentes no Brasil, somente aquelas referentes ao gênero Tityus oferecem risco de vida à população, principalmente às crianças e aos idosos.

No Estado de São Paulo, encontramos os escorpiões pretos, endêmicos deste Estado, Tityus bahiensis e os escorpiões amarelos T. serrulatus que, por sua facilidade de reprodução, avançam na sua distribuição geográfica cada vez mais, tendo já se instalado nos domínios do primeiro.

Ambos possuem veneno neurotóxico, de atuação similar no organismo ofendido, porém a peçonha produzida pelo escorpião amarelo têm-se mostrado mais tóxica. Estes animais pertencem ao grupo dos chamados animais peçonhentos uma vez que, além de produzirem veneno possuem um aparato para injetá-lo com facilidade na circulação de outro organismo que esteja caçando ou eventualmente entre em contato com ele. Os escorpiões são animais exclusivamente carnívoros, alimentando-se de insetos, principalmente baratas, as quais são animais que invadem nossas casas com facilidade atraindo os peçonhentos para o seu interior e provocando o encontro indesejado.

Animal venenoso: É aquele que produz substâncias tóxicas (veneno) em glândulas veneníferas, mas que faz um envenenamento passivo; ou seja: o veneno passa para a circulação sangüínea do outro organismo por meio de mucosas (boca, nariz, olhos) ou por ferimentos abertos na pele. Exemplos: moluscos, piolho de cobra (embuá), sapo, baiacu, pássaros do gênero Pithouy (Nova Guiné).

Animal peçonhento: É aquele que, além de produzir substâncias tóxicas em glândulas veneníferas, tem aparelhos próprios e eficazes para a injeção do veneno, diretamente na corrente circulatória do outro organismo, por meio de ferrão, aguilhão ou presas. Exemplos: abelha, vespa, formiga, taturana, lacraia, arraia, serpentes, ornitorrinco.

Outra característica importante da biologia e do comportamento dos escorpiões, é o fato de serem animais de hábitos noturnos, procurando durante o dia locais que sejam quentes, úmidos e escuros para se abrigarem. Assim, podemos encontrá-los atrás de vasos sanitários, no meio de roupas que estejam para passar ou lavar, dentro de sapatos, embaixo de pedras, entre batentes de portas e tacos soltos, no meio de entulho, floreiras de túmulos (mesmo dentro de caixões, durante exumações) e em terrenos abandonados e mal cuidados.

O reconhecimento destes animais não é difícil, uma vez que apresentam características próprias marcantes, que numa primeira vista, facilitam a sua identificação. São animais invertebrados, de pequeno porte (aproximadamente 7 cm de comprimento), com um exoesqueleto quitinoso (carapaça) para proteção do corpo e apêndices articulados. Este corpo está dividido em cefalotórax (cabeça) e abdome (aquilo que chamamos vulgarmente de “cauda” faz parte do abdome, ficando ao final dela o ânus, a glândula de veneno e o ferrão). Na região frontal da cabeça, encontra-se um par de palpos (pinças) e um par de quelíceras situadas entre eles. É com estes dois pares de estruturas que o escorpião imobiliza e dilacera a sua presa, respectivamente. O veneno só será utilizado se a caça for muito grande e/ou o escorpião tiver dificuldade em imobilizá-la com o uso dos palpos. Oito apêndices locomotores estão presos à região da cabeça, situando-se quatro de cada lado. Possuem oito olhos rudimentares .

O gênero Tityus, entre outras características, apresenta abaixo do ferrão um espinho pequeno, cuja função é meramente ornamental. Assim, identificado o gênero, seguimos à identificação das espécies.

Escorpião Amarelo: O escorpião amarelo, como o nome já diz, possui a coloração do corpo amarelada e apresenta, no quarto segmento da “cauda”, uma serrilha, facilmente visível, além de uma mancha castanho escura no último segmento anterior à glândula de veneno .

Escorpião Preto: O escorpião preto, além do espinho situado abaixo do ferrão, tem o corpo de coloração castanho escuro, com seus apêndices mais claros e manchas da cor do corpo, principalmente nos “braços” das pinças .

Reprodução: A reprodução desses escorpiões difere quanto ao tipo: No escorpião amarelo ela se dá por partenogênese, isto é, os óvulos se desenvolvem originando um novo indivíduo sem a necessidade de uma fecundação, bastando para isto que a fêmea encontre boas condições de calor e alimentação. Dessa forma, a população de escorpiões amarelos é constituída somente de fêmeas. Esta característica de reprodução faz com que essa espécie seja disseminada com maior facilidade. Nos escorpiões pretos, ao contrário, a reprodução é cruzada, havendo para isto a necessidade do encontro de machos e fêmeas em períodos determinados do ano. Em ambos os casos, o número de filhotes varia de 15 a 25. Logo após o parto, os filhotes sobem no dorso da mãe, permanecendo ali por um período de aproximadamente uma semana, tempo este necessário para que sofram a primeira muda de pele. Após isto, descem e se dispersam, começando uma vida totalmente independente.

Controle: O combate químico a estes animais é dificultado pelo fato deles possuírem órgãos quimiosensitivos na região ventral do corpo conhecidos como “pente” , que detecta qualquer partícula de veneno que seja jogada no ambiente, fazendo com que ele se desloque para um local seguro, um abrigo como frestas em madeiras e no meio de tijolos, ficando ali até que o perigo passe. Devemos lembrar também, que são animais com metabolismo muito baixo, podendo ficar sem alimento por um período de um ano ou mais. O controle por inimigos naturais como sapos, aves (pombos, galinhas e aves de rapina) é eficaz quando o ambiente é propício para o aparecimento e manutenção dos mesmos (regiões com matas nativas ao redor ou em residências com quintais amplos), porém, na cidade grande, isso deixou de ser uma solução, mesmo porque escorpiões têm sido encontrados em apartamentos, aos quais têm acesso através dos poços de elevadores e escadarias.

Tanto o escorpião preto quanto o amarelo possuem veneno de ação neurotóxica, atuando no sistema nervoso periférico, sendo a dor o primeiro sintoma registrado; dor esta que aumenta de intensidade com o passar do tempo, irradiando-se através do membro ou área afetados. A partir disto, edema e sudorese no local da picada podem ocorrer. De acordo com os sintomas apresentados pelo paciente, o médico classifica o acidente em três categorias: leve, moderado e grave. É baseado nesta classificação que o médico decide a quantidade de soro a ser administrada. Podemos citar, de uma maneira geral, os sintomas mais comuns no envenenamento causado por escorpiões: taquicardia, agitação, vômitos, hipertensão arterial, sudorese, calafrios, salivação excessiva, alteração de temperatura (geralmente hipotermia), tremores e convulsões. Nos casos mais graves, bradicardia, dificuldade respiratória, edema agudo de pulmão, colapso cárdio-circulatório, prostração, coma e morte.

Quando o acidente ocorre, temos que ter em mente, principalmente, o que não se deve fazer, para que a situação não piore ainda mais. Assim sendo, não se dá nada para a pessoa beber a não ser água (bebidas alcoólicas ou estimulantes como café e chá podem mascarar os sintomas); levar a pessoa imediatamente ao médico não permitindo que ela se locomova por conta própria (isso pode acelerar sua circulação e fazer com que o veneno se espalhe mais rápido); práticas como torniquetes, cortes, sucção do local da picada, tão difundidos em livros de biologia e de primeiros socorros são absolutamente condenáveis, pois não resolvem o problema e na maioria das vezes complicam o acidente.

No caso dos escorpiões, a aplicação do soro específico (soro anti-escorpiônico ou anti-aracnídico – este último contém anticorpos para venenos de aranhas e escorpiões) nem sempre é necessária, dependendo exclusivamente da reação do organismo afetado, avaliação esta, que só pode ser efetuada pelo médico. Porém, quando o acidentado se tratar de uma criança ou de uma pessoa de idade, o caso é considerado sempre como grave e a soroterapia indicada. Mesmo que a pessoa não tenha visto o que a picou, pelos sintomas apresentados o médico tem como chegar a um diagnóstico.

Educação Ambiental: Acidentes deste tipo podem ser evitados com facilidade, desde que a população tenha consciência de que a limpeza e manutenção de residências e arredores é fundamental para evitar o aparecimento de insetos indesejáveis e de ratos, os quais atraem os animais peçonhentos.

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De INTRODUÇÃO

 

 

Existem, no mundo, cerca de 8.000 espécies de formigas distribuídas por todos os continentes, com exceção dos pólos. No Brasil ocorrem cerca de 2.000 espécies, porém um número muito pequeno delas é considerado praga em jardins e para produtores de flores e mudas de plantas ornamentais. Como pragas citam-se as formigas cortadeiras, que cortam material vegetal, as formigas lava-pés que picam dolorosamente e algumas espécies que se associam a insetos sugadores de seiva, como cochonilhas, pulgões, cigarrinhas e moscas-brancas, causando danos indiretos às plantas.

 

 

FORMIGAS CORTADEIRAS

 

 

As formigas cortadeiras, que possuem o hábito de cortar e transportar vegetais diversos para dentro de seus ninhos, são as saúvas (gênero Atta) e quenquéns (gênero Acromyrmex). Estas estão distribuídas por todo o país e podem ocorrer tanto na área rural quanto no meio urbano. Nas cidades elas cortam plantas de jardins, de pomares, praças e parques. As formigas cortadeiras são seletivas, de modo que algumas espécies de vegetais não são cortadas. Elas dão preferência pelo corte de plantas exóticas.

 

Existem algumas hipóteses para explicar a preferência ou rejeição de algumas plantas pelas formigas cortadeiras. São elas:

 

 

presença ou ausência de compostos secundários (substâncias químicas presentes na planta que servem para protegê-la da herbivoria), que são tóxicos às formigas e/ou ao seu fungo simbiótico (nota: todas as espécies de formigas cortadeiras cultivam um fungo dentro do ninho, o qual lhes serve de alimento; o material vegetal coletado é levado para dentro do ninho, sendo picado e incorporado ao referido fungo);

 

 

presença dos compostos secundários que reduzem a digestibilidade do material vegetal pelas formigas e/ou pelo fungo;

 

 

presença de nutrientes nas folhas, tais como proteínas, carboidratos, lipídios e esteróides que suprem as necessidades nutricionais do fungo e das formigas;

 

 

propriedades mecânicas ou físicas das plantas, como espessura das folhas, densidade dos pêlos (tricomas), seiva grossa como o látex e dureza, que interferem, sobretudo, no corte das folhas novas em relação às velhas;

 

 

teor de umidade, ou seja, a quantidade de água nos vegetais.

 

 

No Brasil ocorrem 10 espécies de saúvas e 29 espécies de quenquéns, sendo que a distribuição de algumas delas restringe-se a apenas alguns Estados. Distingue-se facilmente as formigas saúvas das quenquéns pela sua morfologia e pelo aspecto dos ninhos.

 

Tabela 1 – Diferenças entre saúvas (gênero Atta) e quenquéns (gênero Acromyrmex).

 

 

Saúvas (Atta)

Quenquéns (Acromyrmex)

 

- Formigueiros grandes – monte de terra solta

- Formigueiros pequenos

 

- Operárias apresentam 3 pares de espinhos dorsais

- Operárias apresentam 4 a 5 pares de espinhos dorsais

 

- Tamanho maior (12-15 mm de comprimento)

- Tamanho menor (8-10 mm de comprimento)

 

 

 

Os sauveiros, isto é, os formigueiros da saúva, são formados por dezenas a centenas de câmaras subterrâneas. Estas são ligadas entre si e com a superfície do solo por meio de galerias.

 

Uma característica para a identificação de um sauveiro é um monte de terra solta localizado na superfície do solo, que é formado pelo acúmulo de terra que as formigas retiram das câmaras, que também são chamadas de panelas (Fig. 3). Sobre e fora do monte de terra solta, são encontrados orifícios onde podem ou não ser observadas as saúvas em atividade. Estes orifícios são denominados olheiros. O número e o formato dos montes de terra solta, bem como o formato dos olheiros, que podem abrir-se diretamente na superfície do solo ou aparentar um funil, facilitam a identificação de algumas espécies de saúvas.

 

Os sauveiros podem conter centenas ou milhares de operárias, cria (ovos, larvas e pupas), uma rainha, responsável pela postura dos ovos e indivíduos alados (reprodutores), machos (bitus) e fêmeas (tanajuras ou içás), em algumas épocas do ano. As operárias possuem um gradiente de tamanho, variando de bem pequenas até os soldados, que podem ter uma cabeça com 3 cm de largura. As operárias são responsáveis pela escavação do ninho (abertura de novas câmaras), pela procura e corte de material vegetal e pelo cuidado com a cria, com a rainha e com o fungo.

 

Cada fêmea alada sai do ninho onde nasceu para acasalar-se. Uma fêmea pode acasalar-se com até 8 machos. A longevidade do macho é bastante curta, pois logo após a cópula, com apenas uma fêmea, ele morre. A fêmea, uma vez inseminada, encontra um local propício para dar início a um novo sauveiro, corta suas asas com o auxílio das pernas e mandíbula, faz um orifício no solo e inicia uma nova colônia.

 

As operárias de quenquéns também apresentam variados tamanhos, porém este aspecto não é tão perceptível como nas saúvas. Elas também cuidam da prole, do fungo e das atividades de coleta e transporte do material vegetal. Seus ninhos são pequenos, geralmente apresentando uma só panela, cuja terra solta aparece ou não na superfície do solo. Algumas espécies fazem o ninho superficialmente coberto de palha (Fig. 4), fragmentos e outros resíduos vegetais, enquanto outras construem-no subterrâneo.

 

O dano que as formigas cortadeiras provocam pode ser notado de um dia para o outro. Em uma noite elas podem desfolhar uma árvore inteira. Pode-se observar trilhas perfeitas que as formigas fazem desde o ninho até a planta alvo.

 

Algumas providências podem ser tomadas para proteger as plantas do ataque de formigas cortadeiras, como por exemplo, o uso de um cone invertido, de qualquer material resistente (borracha, plástico ou lata) preso ao tronco da planta. Passa-se graxa na parte interna do cone impedindo assim a subida das formigas no vegetal (Fig. 5). A crença de passar cal no tronco das árvores para impedir a subida de formigas e outros insetos é infundada, além de deixar o ambiente

 

visualmente poluído. Deve-se ainda, realizar o plantio de plantas sabidamente não atraentes para as formigas cortadeiras, principalmente naquelas regiões onde estas espécies são muito abundantes. Uma pesquisa com o pessoal local é bastante proveitosa. A preocupação com a utilização de plantas adequadas à região também é importante.

 

Fala-se no plantio de espécies de plantas tóxicas às formigas para seu controle, como o plantio do gergelim, da mamona e da espatódea. Entretanto, pesquisas verificaram que as formigas iniciam o corte dessas plantas, mas param logo que descobrem sua toxicidade ao fungo.

 

Os estudos têm sido direcionados no intuito de isolar substâncias vegetais que sejam tóxicas, às formigas e seu fungo, para a confecção de iscas comerciais. As pesquisas ainda encontram-se em fase de teste de laboratório e campo, não existindo uma forma natural comprovadamente eficaz para o controle das formigas cortadeiras.

 

Assim, o controle pode ser realizado de duas formas:

 

1. Mecanicamente, retirando-se os ninhos, ainda jovens. Ninhos antigos são muito profundos, tornando inviável sua escavação e remoção;

 

2. Quimicamente, utilizando-se iscas granuladas, líqüidos termonebulizáveis, gases liqüefeitos ou pós secos.

 

As iscas granuladas são compostas de um substrato fortemente atrativo às formigas, impregnado de um i.a. tóxico às mesmas. Sua maior ou menor eficiência depende do manuseio correto e do princípio ativo utilizado. São seguras para o aplicador, permitem o tratamento de formigueiros em difícil acesso e são capazes de atingi-los por inteiro.

 

Os líqüidos termonebulizáveis consistem na introdução de um inseticida líqüido diretamente nos olheiros, por meio de aparelhos próprios que produzem fumaça tóxica (Sistema Fog). O princípio ativo deve ter ação rápida e agir por contato e fumigação.

 

Os gases liqüefeitos são gases comprimidos em embalagens apropriadas que são liberados diretamente no interior de olheiros por meio de mangueiras adaptada a uma válvula de saída.

 

O formicida na formulação em pó seco é aplicado diretamente no formigueiro por meio de bombas insufladoras de pó (polvilhadeiras), que injetam o produto através de uma mangueira.

 

É muito importante utilizar produtos registrados nos Ministérios da Agricultura (de uso agrícola) e da Saúde (de uso domissanitário). São denominados produtos desinfestantes domissanitários aqueles destinados à aplicação em domicílios e suas áreas comuns. Os produtos desinfestantes domissanitários, segundo a lei dos agrotóxicos são registrados no Ministério da Saúde e como os demais agrotóxicos, necessitam de avaliação toxicológica da qual resulta a publicação de uma monografia que especifica o seu uso. Além disso, o aplicador deve usar equipamentos de proteção individual (EPI). A indicação dos tipos de EPI a serem utilizados encontra-se na dependência do produto de acordo com o ingrediente ativo presente, formulação e aplicação. Deve-se lembrar que as vias mais comuns de penetração desses agentes são a pele, olhos e mucosas, e vias respiratórias. Assim sendo, consultar sempre as recomendações nos rótulos de produtos relativos às necessidades do uso de EPI. Como exemplo de equipamentos de proteção citam-se: capacete de plástico, boné ou chapéu de material impermeável; óculos protetores; máscara semi-facial recobrindo nariz e boca, geralmente descartável e confeccionada com fibras leves, oferecendo barreira na penetração de partículas de baixa suspensão e de resíduos sólidos, podendo apresentar camada de carvão ativado como proteção adicional ou respiradores com filtros; vestimentas exclusivas para a aplicação dos produtos, como macacão, calça e camisa ou avental; luvas e botas.

 

 

 

 

FORMIGAS LAVA-PÉS

 

 

São muito comuns em jardins e outros locais a sol pleno. Seus ninhos são formados por montículos de terra solta, denominados murundus, dos quais, quando mexidos, sai um número enorme de formigas que picam dolorosamente (Fig. 6). Sua presença traz enormes transtornos devido aos acidentes que ocasionam. Muitas pessoas são alérgicas ao veneno, que é composto por alcalóides, além de outras substâncias. Na maioria das pessoas uma pequena bolha pode ser formada no local da picada, no entanto, existe a ocorrência de casos de choque anafilático. Suas colônias são compostas por milhares de operárias, de diversos tamanhos, crias (ovos, larvas e pupas), uma rainha fértil e indivíduos machos e fêmeas alados (em determinadas épocas do ano – geralmente nos meses mais quentes).

 

O controle deve ser localizado, isto é, encontra-se o ninho e aplica-se formicida líqüido sobre este. Deve-se fazer uma pequena cova no ninho antes da aplicação do formicida, que deve ser de uso domissanitário, caso o formigueiro esteja em área urbana. Pode-se ainda, aplicar solução a 10% de água sanitária em água. Jogar abundantemente sobre o ninho, ao entardecer. É importante lembrar que a água sanitária pode amarelecer a grama. Uma aplicação inadequada de formicida ou solução de água sanitária, que não mate todas as operárias do formigueiro, pode fazer com que as formigas mudem o local do ninho construindo-o em outro lugar. Nova aplicação deve ser realizada neste caso.

 

 

FORMIGAS ASSOCIADAS A INSETOS SUGADORES

 

 

Muitas espécies de formigas são observadas caminhando sobre as plantas, aparentemente sem uma intenção definida. Nestes casos, deve-se avaliar a presença de insetos sugadores infestando a planta, como cochonilhas, cigarrinhas, pulgões e moscas-brancas. Os insetos sugadores liberam pelo ânus uma substância líqüida açucarada extremamente atraente para as formigas. Estas, em troca deste alimento açucarado, protegem os insetos sugadores de seus inimigos naturais, além de transportá-los para locais com maior abundância de alimento .

 

Sobre a substância açucarada, que em inglês é denominada “honeydew”, cresce um fungo negro chamado fumagina. A grande quantidade deste fungo sobre as folhas impede que a planta realize normalmente suas funções, deixando-a debilitada. As formigas acabam por espalhar este fungo no ato de caminhar sobre a planta, causando desta forma, prejuízo indireto para o vegetal. Nestes casos, sugere-se controlar os insetos sugadores, já que os ninhos das formigas que associam-se a eles são de difícil localização e normalmente são difusos, isto é, uma única colônia pode estar dividida em vários locais. Além disso, o controle indiscriminado de formigas faz com que ocorra um desequilíbrio no meio ambiente, já que as formigas colaboram para o controle das populações de algumas pragas e da população das várias espécies de formigas.

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